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A mil dias da Copa, Mineirão continua em greve

por Redacao
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Como parte das comemorações para os mil dias da Copa de 2014, a presidente Dilma Rousseff fez na manhã desta sexta-feira (16) uma visita às obras do Mineirão, palco candidato à abertura do evento.

Mas em vez de máquinas e operários trabalhando, Dilma viu um estádio em greve, já que os trabalhadores cruzaram os braços ontem, pela segunda vez, exigindo melhores condições de trabalho. Pelé, que foi nomeado embaixador da Copa, acompanhou a presidente.

Na chegada ao Mineirão, Dilma evitou cruzar com os grevistas que protestavam em frente ao estádio. Ela entrou pelo lado oposto para acompanhar os trabalhos que, segundo o governo estadual, avançaram 37%.

Os trabalhadores do Mineirão pedem aumento do vale-alimentação de R$ 60 para R$ 160 e querem salário igual ao dos operários de São Paulo, que chega a R$ 1.100. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Osmar Venutto, diz que o consórcio Minas Arena (Construcap, Egesa e Hap) paga salários abaixo do piso estadual de R$ 961.

Ontem, a assessoria da Secretaria estadual da Copa (Secopa-MG) afirmou que a maior parte dos trabalhadores haviam retornado ao trabalho na parte da tarde. Venutto negou a informação e disse que 90% dos 1.200 operários do Mineirão aderiram à greve.

A Secopa lançou nota oficial nesta sexta-feira afirmando que o consórcio negocia com os trabalhadores para a retomada das obras. De acordo com o governo, as empresas cumprem “rigorosamente” o acordo fechado em 18 de junho, após a primeira paralisação dos trabalhadores.

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