Os trabalhos começam logo de manhã, mas somente às 14h ocorre a abertura oficial do evento, com presença do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT), dos deputados federais Fábio Trad (PMDB-MS, coordenador da iniciativa no Estado), e Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS, relator), além de prefeitos, secretários de Estado e outras autoridades. Os debates se concentram em cinco eixos: Prevenção, Acolhimento e Tratamento, Reinserção Social, Repressão ao Tráfico e Legislação. Cada eixo será composto por uma mesa, cujos componentes se reunirão em seguida para formular o relatório final de seu eixo, que, por sua vez, comporá o relatório final.
A comissão foi instalada por solicitação da Presidência da República com o propósito de promover estudos e proposições de políticas públicas e projetos de lei destinados a combater e prevenir os efeitos do crack e outras drogas ilícitas. O seminário visa reunir todas as instâncias da sociedade sul-mato-grossense para propor, principalmente, ações educativas de prevenção, tratamentos específicos e programas de reinserção dos usuários na sociedade. Após o encontro em Corumbá, os estados de Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte também sediarão o debate. Para setembro, estão agendados os seminários nacional e internacional no Congresso Nacional, em Brasília.
Única cidade não capital no Brasil a sediar o evento, Corumbá foi escolhida pelos membros da Comissão Especial por ser uma das que melhor representam o aspecto fronteiriço do Brasil com os países da América do Sul, conforme explicou o deputado Mandetta ao prefeito Ruiter, durante encontro na última sexta-feira (24), no gabinete da Prefeitura. “O seminário é de extrema importância para a comissão ouvir e debater com a sociedade em geral e com os envolvidos com a questão, em particular, opiniões, experiências e sugestões que permitam a formatação de uma proposta consistente em contribuição com a política nacional antidrogas”, destacou o parlamentar.
Para o prefeito, o seminário estadual e a atuação da Comissão Especial são fundamentais para o Brasil avançar decisivamente na integração de suas políticas voltadas à prevenção e ao combate às drogas, bem como à recuperação das pessoas tomadas pelo vício e à redução dos danos dele resultantes. “Todos sabemos que a problemática das drogas não diz respeito apenas ao combate, por exemplo, que não se trata somente de uma questão de segurança pública, mas também social e de saúde pública. E a grande contribuição desta iniciativa talvez seja olhar o problema de todos esses ângulos e com foco na integração das políticas”, afirmou.
