A Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul quer o congelamento da tarifa de transporte coletivo de Campo Grande, nos atuais R$ 2,50, por um ano porque ainda assim esse valor será um dos mais elevados do País. O vice-presidente da central, Estevão Rocha dos Santos disse que não é justo para com o trabalhador assalariado da Capital pagar qualquer valor acima desse que está em vigor desde o ano passado.
“Conta fatos não existem argumentos”, afirmou Estevão Rocha sobre qualquer justificativa do prefeito Nelson Trad Filho e dos empresários do setor que alegaram na semana passada que um aumento seria necessário para suprir perdas ocorridas ao longo do ano passado. “E os fatos são esses: o valor de R$ 2,50 até hoje ainda é um das mais altas tarifas de transporte coletivo do País. Em Capitais com população muito maior que Campo Grande o valor é menor. Portanto, não adianta vir com planilhas ou qualquer justificativa para conceder um aumento agora, pois o trabalhador já pagou caro pela passagem”, afirmou Estevão Rocha.
O sindicalista disse ainda que há muitos anos os trabalhadores de Campo Grande pagam assim, ou seja, uma das passagens mais caras do País. “Então, nada mais justo que congelar agora por 12 meses esse valor da tarifa para que sobre mais recursos para o trabalhador investir em outras coisas”, afirmou Estevão Rocha num apelo ao prefeito Nelson Trad para que acate a proposta.
A Força Sindical pede também o empenho dos vereadores na luta pelos interesses daqueles que os elegeram, ou seja, os trabalhadores assalariados que são maioria na cidade e no Estado. “A Câmara de Vereadores não pode ficar inerte diante de mais uma ameaça contra o bolso dos trabalhadores. É dever daquela Casa de Leis promover justiça social e acatar medida que beneficiam a maioria da população”, criticou o vice-presidente da central sindical.
O sindicalista disse ainda que “se os vereadores não se levantarem de seus gabinetes com ar condicionado e atentarem para o clamor da população que não suporta pagar mais caro pelo transporte coletivo, eles servem para que?”, questiona Estevão Rocha.
SUPERLOTAÇÃO – Como se não bastasse as elevadas tarifas que estão sempre entre as mais caras do país todos os anos, os usuários de transporte coletivo ainda são obrigados a conviver, diáriamente e em todas as linhas, com a superlotação dos ônibus, denuncia Estevão Rocha explicando que esse problema não ocorre somente nos períodos de pico como tentam justificar o poder público e os empresários. “Isso não é verdade. O problema da superlotação tem sido sistematicamente denunciado na imprensa e pela imprensa, sem que medidas cabíveis sejam tomadas.
Esse problema é tão sério que muitos usuários resolveram pagar mais caro pelo “fresquinho” que virou “executivo”, com ar condicionado e com capacidade maior de passageiros. O problema é que mesmo esses novos veículos, cuja passagem custa R$ 3,00, já estão começando a ter problema de superlotação. Ou seja, não tem valido à pena aos usuários que além de pagar mais caro (R$ 3,00) ainda estão sendo obrigados a viajar em pé, apertados. Para o presidente da Força Sindical MS, falta mais investimento em novos veículos com e sem ar condicionado para a população.
“Esperamos que o prefeito Nelson Trad Filho acate essa sugestão de congelamento da tarifa em R$ 2,50 por um ano. Trata-se de um pedido que não é nosso, mas da população campograndense que é um povo pacífico e ordeiro, que recorre a entidade como essa, legítima representante dos trabalhadores de Mato Grosso do Sul, juntamente com seus sindicatos e federações, para conseguir esse benefício econômico”, argumento Estevão Rocha que preside também o Seaac/MS (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e de Empresas de Assessoramento, Auditoria, Períficias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Mato Grosso do Sul).
