“Ser um ótimo pesquisador e ter perspicácia para criar metodologias é o que define o perito criminal”, sintetiza o coordenador de Divisão do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), Nelson Fermino Júnior. De acordo com o coordenador, a atuação do profissional do Ialf mostra o quanto o perito é importante para a população e para o andamento dos processos através do laudo emitido. O perito criminal oficial comemora seu dia neste sábado (4).
“A ação é fundamental para o andamento dos casos. E o laudo do Ialf é um dos poucos que definem efetivamente a decisão de prisão ou não de um acusado”, observa o perito criminal.
Conforme o coordenador, em Mato Grosso do Sul o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses tem como principal demanda a análise de drogas apreendidas pela polícia. “Essas análises representam de 70 a 80% de todos os casos que chegam diariamente para o Ialf”, diz. Ele observa ainda que no últimos cinco anos o perfil de drogas apreendidas no Estado mudou. “Antes a maioria era maconha, hoje cerca de 60% das apreensões que chegam ao Ialf para análise é de cocaína”, avalia.
O perito explica que a análise das drogas dentro dos laboratórios do Ialf são importantes porque determinam a situação do acusado. “Há casos de apreensões de material que não é droga. De cada mil exames realizados com estas substâncias, dez apontam ser negativos”, lembra.
Além das análises com drogas, outra grande demanda atendida pelo Ialf são os exames de DNA. “É um exame onde temos uma responsabilidade muito grande”, ressalta. Para este tipo de análise laboratorial o Ialf disponibiliza de ferramentas com tecnologia avançada e investe ainda mais em atualizações.
“Agora teremos implantado o sistema Codis, que integra o Estado em um banco nacional de genética com perfis coletados a partir de amostras deixadas em locais de crime e em vítimas sexuais”, afirma. O sistema está em fase de implantação e deve otimizar ainda mais a qualidade de armazenamento de dados do Instituto.
“Fora estes exames, o Ialf recebe também vários outros tipos de demanda. Cada um com sua complexidade”, diz Nelson Fermino. Conforme o perito criminal, até materiais inusitados são encaminhados para o Instituto. “Recebemos de tudo para fazer análises: desde algum material encontrado dentro de uma garrafa de refrigerante, até linhas de pipa para verificar o potencial cortante”, lembra o profissional.
O perito diz também que uma das principais características das análises que a população deve se conscientizar é sobre a importância da preservação dos locais de crime. “Quanto mais o local de crime for preservado, mais simples fica a análise. O sucesso da perícia depende desta preservação do local”.
Todos os vestígios encontrados em cenas de crime pelos peritos do Instituto de Criminalística são enviados para os laboratórios do Ialf que efetiva os exames mais apurados e define os laudos que são encaminhados para a avaliação judicial.

