O pedido de soltura foi acatado pelo relator do processo, o desembargador Manoel Mendes Carli. O recuso foi protocolado ontem, logo depois que Ari Artuzi oficializou a renúncia ao cargo de prefeito.
O advogado Carlos Marques, que defende Artuzi, disse que o último argumento que mantinha o decreto de prisão foi derrubado. Segundo ele, uma das alegações para a detenção era que, utilizando-se da influência que o cargo de prefeito exercia, Artuzi poderia influenciar testemunhas e atrapalhar as investigações.
“O último risco acabou com a renúncia”, afirmou o advogado.
A Justiça Eleitoral deverá agendar nova eleição para escolha do prefeito e do vice-prefeito, já que Carlos Roberto Assis Bernardo também renunciou ao cargo.
Marques deve ainda pedir a liberdade de outros três detidos na Operação Uragano: Maria Aparecida de Freitas Artuzi, mulher do ex-prefeito, Alziro Aral Moreno, ex-procurador de Dourados, e Tatiana Cristina da Silva Moreno, ex-secretária da Administração. Os termos do recurso devem ser aproveitados pelas defesas de outros 11 presos do processo.
A Operação Uragano foi deflagrada no dia 1º de setembro deste ano. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, Artuzi chefiava esquema de superfaturamento de licitações e pagamento de propina a vereadores e funcionários públicos para desvio de verba –ele nega. Os recursos do Hospital Evangélico, de acordo com o MPE, foram umas das principais fontes de pagamento do mensalão aos vereadores, que, ainda segundo a denúncia, recebiam R$ 50 mil.
No total, 60 pessoas foram denunciadas.
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