O Estado já se prepara para receber V Congresso Brasileiro da Qualidade do Leite que vai acontecer em 2012 na Capital. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite de Mato Grosso do Sul (CSPL/MS) promove encontros, a cada quatro meses, entre as instituições setoriais e a imprensa estadual para repassar informações sobre a atual situação do setor lácteo sul-mato-grossense. Os eventos trazem em suas programações uma série de palestras, antecedendo os preparativos para realizar bem o congresso.
A realidade da produção leiteira no Estado não é novidade. Os dados são deficientes em comparação aos demais números nacionais, ressalta a secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Seprotur). “Conhecemos os potenciais que temos a explorar, e temos convicção que tal congresso viria neste momento a contribuir significativamente com as ações que prospectamos para o futuro do setor em nosso Estado”.
Num mundo cada vez mais competitivo, o diferencial trazido pela qualidade é fundamental na conquista de mercados. “Um dos trabalhos importantes que a Câmara vem realizando é a implementação de cursos – em parceria com o Senar/MS – de produção e melhora na qualidade do leite. As demais ações executadas são norteadas pelo PDI [Plano de Desenvolvimento Institucional da Câmara Setorial do Leite/MS] para assim alcançar avanços, tornando o Estado uma referência nacional na produção de leite com qualidade”, destaca o professor doutor Marcus Vinicius, que atualmente ocupa a coordenação da Câmara Setorial do Leite.
Para o Sebrae/MS, solidificar e qualificar o setor contribui com a permanência do homem no campo e fortalece a economia sul-mato-grossense. “O crescimento de empreendedores na atividade vem sendo contínuo nos últimos anos. Hoje, cerca de 60% dos produtores rurais do Estado atuam no setor lácteo, sendo que destes a maioria é de agricultores familiares”, destaca o gerente de agronegócio do Sebrae/MS, Marcus Rodrigo de Faria.
Momento atual
A produção leiteira no Estado é uma importante atividade do ponto de vista social, econômico e fundiário. É também uma atividade responsável pela manutenção de inúmeros empregos no campo, sendo a principal fonte de renda e trabalho dos pequenos produtores rurais que se estabelecem, principalmente, nos assentamentos rurais e colônias agrícolas.
Segundo o IBGE (2010), os dados do último Censo Agropecuário evidenciam que a produção de leite em Mato Grosso do Sul é oriunda de 23.970 propriedades, o que representa cerca de 40% de todas as propriedades rurais do Estado. Destas citadas, cerca de 70% são caracterizadas como propriedades leiteiras de origem familiar.
No que diz respeito à distribuição fundiária da produção de leite no Estado, ressalta-se que cerca de 72% das propriedades possuem até 50 hectares e 82% produzem até 200 litros de leite por dia. No aspecto social, estima-se que a pecuária leiteria no Estado empregue, tanto na forma familiar quanto empresarial, cerca de 74 mil pessoas, o que representa 35% da força de trabalho presente no campo.
