A Polícia Militar Ambiental apreendeu 248 quilos de pescado em um restaurante ontem durante fiscalização nos comércios especializados de Corumbá e Ladário. Em um estabelecimento de Corumbá foi flagrado pescado armazenado sem origem. A proprietária não soube informar onde adquiriu o produto, mas disse, informalmente, que o pescado veio da Bolívia. A PMA tentará localizar a pessoa que está fazendo esse contrabando.
O peixe, da espécie pintado, estava em um freezer, cortado em filés. Para poder fazer esse corte, o proprietário precisa vistoriar o peixe nos postos da Polícia Ambiental e ter a guia de controle de pescado, que justifica a origem do peixe. Isso evita que haja o corte de pescado fora da medida ou capturado com petrechos proibidos pela legislação.
A responsável pelo estabelecimento foi autuada e recebeu multa no valor de R$ 6 mil. Ela foi encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, por ter infringido as leis de crimes ambientais. Os pescados apreendidos, totalizando 248 quilos, foram entregues na Delegacia, para as providências criminais. A mulher autuada responderá por crime ambiental e pode ser penalizada com detenção de um a três anos, ou multa.
Essa é a segunda apreensão de pescado oriundo da Bolívia realizada pela PMA neste mês. A ideia também é apertar a fiscalização nos estabelecimentos comerciais para que não haja o comprador desse produto no lado brasileiro, evitando, assim, o crime.
Leste
Em Três Lagoas, a PMA autuou um homem que pescava sem licença e que foi flagrado com um exemplar fora dos padrões. O flagrante aconteceu durante fiscalização no rio Verde, quando o pescador, ao ver os policiais se aproximarem da embarcação, jogou no barranco um dourado de 50 centímetros (o tamanho de captura permitido é de 65 centímetros). Além do pescado, a PMA apreendeu um barco, um motor com tanque de combustível e um molinete. O homem foi autuado por crime ambiental e multado em R$ 1.040,00.

