Há nove rodadas, Fluminense e Corinthians polarizavam a disputa pela liderança do Campeonato Brasileiro. Apoiados na força da bola parada e da variação tática, os cariocas mantinham a ponta com ainda mais expectativa pela chegada de Deco. A estréia do astro, no entanto, em vez de ocasionar a arrancada, coincidiu com o efeito contrário. Hoje, o time é obrigado não só a ver o rival paulista na ponta como também a aproximação de Cruzeiro e Internacional.

Na 15ª rodada, o Fluminense se gabava de ter a liderança
Na 15ª rodada, o Fluminense se gabava de ter a liderança com 33 pontos como o time com maior detentor de vitórias, menor número de derrotas e dois pontos a mais que o então vice-líder Corinthians. Hoje o cenário é bem diferente. Após 12 rodadas no topo, os lugares se inverteram e os cariocas, na segunda colocação com 42 pontos, sustentam com dificuldade a vantagem mínima sobre o Cruzeiro, que chegou aos 41.
A irregularidade dos reforços Deco e Belletti, as lesões constantes de Fred, o futebol previsível e as deficiências do elenco podem servir como explicação para a queda, oficializada pelo empate no clássico deste domingo contra o Flamengo. Mas fato é que nove jogos foram suficientes para a perda do topo se consumar. Isso porque a equipe tricolor conquistou apenas 10 dos 27 pontos disputados nesse período, um pífio aproveitamento de 37,03%.
Consagrado pelos três títulos brasileiros no comando do São Paulo, Muricy Ramalho é obrigado a achar explicações. “Um time que você mexe, acaba sendo prejudicado. Infelizmente perdemos muitos jogadores e com lesões sérias. E não há quem resista a isso. É muito complicado, porque o nosso time estava muito entrosado”, avaliou.
Os rivais não deixaram por menor e se aproveitaram. O Corinthians, mesmo com um jogo a menos, já que o confronto contra o Vasco foi adiado pelas comemorações do centenário, precisou apenas cumprir seu papel para chegar ao topo ganhando 16 pontos em oito jogos, o que representa um rendimento de 66,66%.
Mas ninguém mais do que Cruzeiro e Internacional surpreendem e preocupam os demais postulantes ao título brasileiro. Após uma sequência invejável de cinco triunfos seguidos e nada menos que oito jogos de invencibilidade, os mineiros conseguiram o maior crescimento neste período com o rendimento de 74,07%.
O empate por 2 a 2 diante do Botafogo, no sábado, ainda pode ser considerado um bom resultado que tirou o alvinegro carioca do G4. “Temos de manter os pés no chão, o importante é que estamos no caminho certo”, comentou o técnico Cuca.
Já o time colorado provou que não está com a cabeça apenas no Mundial de Clubes. A equipe fez sua ‘estreia’ no Campeonato Brasileiro após a conquista da Copa Libertadores justamente na 15ª rodada. Desde então, manteve o foco e conquistou 18 pontos em nove jogos. O triunfo sobre o Vasco foi magro, mas o credenciou a entrar no G4.
G1
