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Com mais de 300 filmes, Festival do Rio 2010 marca retorno ao cinema de Arnaldo Jabor

por Redacao
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Tammy Di Calafiori vive Marilyn em "A Suprema Felicidade" (setembro/2010)

É com gosto de saudade de um Rio de Janeiro que não existe mais que tem início nessa quinta-feira (23) a 12ª edição do Festival do Rio, que abre com a sessão de gala de “A Suprema Felicidade”, de Arnaldo Jabor. Ambientado na capital fluminense dos anos 50 do século passado, o novo filme do diretor, que põe fim ao jejum de 17 anos do autor de “Eu Sei Que Vou Te Amar”, é a primeira parada de uma volta ao mundo em mais de 300 filmes, vindos de mais de 60 países, e que se estende até o dia 7 de outubro.

Como de hábito, a maratona exigirá fôlego e disponibilidade física e financeira do cinéfilo, que terá à disposição uma programação dividida em 18 mostras, distribuídas por um circuito com 40 pontos, entre cinemas e praças públicas. Além das tradicionais seções Panorama Mundial, Première Brasil, e Première Latina, a edição 2010 apresenta dois novos ciclos: Itinerários Únicos, com filmes sobre artistas plásticos, e a Web Doc, com produções realizadas na web para difusão em TV.

 A menina dos olhos do Festival do Rio continua sendo a Panorama, que reúne títulos consagrados nas principais contendas internacionais e produções mais comerciais, em geral com distribuição garantida no circuito. Entre estes estão “Em Qualquer Lugar”, o novo trabalho de Sofia Coppola, vencedor do Leão de Ouro do recém-encerrado Festival de Veneza, “Copia Fiel”, de Abbas Kiarostami, que deu a Juliette Binoche o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes, e “Você Vai Conhecer o Homem de Seus Sonhos”, a nova comédia de Woody Allen.

Mas a grade da Panorama agrega oportunidades únicas, que dificilmente chegarão às salas brasileiras, como “Carlos”, de Olivier Assayas, superprodução com mais de 5 horas de duração sobre o terrorista venezuelano, feita sob encomenda para a TV francesa. Há também “A Woman, a Gun and a Noodle Shop”, do chinês Zhang Yimou, pastiche do western americano dirigido pelo autor de “O Clã das Adagas Voadoras”. O programa será encerrado com a projeção de gala de “Lope”, de Andrucha Waddington, no dia 7 de outubro.

Um ano depois de homenagear os franceses, por ocasião do Ano da França no Brasil, em 2010 o Festival do Rio paga tributo aos hermanos do extremo sul do continente americano. Composta por 18 filmes, a mostra Foco Argentina engloba os mais recentes trabalhos de veteranos como Marcelo Piñeyro (“Viúvas Sempre às Quintas”) e Héctor Olivera (“O Mural”) e de realizadores da nova geração, como Pablo Trapero (“Carancho”) e Daniel Burman (“Dois Irmãos”). Ator fetiche deste último, o uruguaio Daniel Handler contribui com “Norberto Apenas Tarde”.

O israelense Amos Gitai, o francês Bruno Dumont e o polonês Jerzy Skolimowski ganham retrospectivas individuais. De Gitai serão exibidos desde “Golem, o Espírito do Exílio”, realizado em 1992, até o mais recente “Mais Tarde, Você Vai Entender”, lançado em 2008. O ciclo A Humanidade de Acordo Com Bruno Dumont é composta por cinco títulos, entre eles “A Vida de Jesus” e “O Pecado de Hadewijch”. Já a Essential Skolimowski contém também cinco filmes dirigidos pelo grande nome do cinema independente polonês, cuja última cria “Essential Killing”, arrebatou o prêmio de melhor ator (Vincent Gallo) no Festival de Veneza desse ano.

E como festival de cinema nem sempre é feito só com filmes, a maratona carioca criou a exposição fotográfica “Roman Polanski Ator.Diretor”, com imagens da carreira do cineasta de “O Bebê de Rosemary”. Além das fotografias, serão exibidos seis curtas-metragens dirigidos pelo realizador franco-polonês: “Assassinato”, “Dois Homens e Um Guarda Roupa”, “Lâmpada”, “Quando Caem os Anjos”, “Sorriso” e “Vamos Arrombar a Festa”. A exposição ficará em cartaz no Pavilhão do Festival, centro nervoso do evento, na Zona Portuária, até o dia 5, com entrada franca.

uol

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