
Presidente da Fiems, Sérgio Longen falou na abertura
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, destacou, nesta segunda-feira (16/08), durante a cerimônia de abertura do 4º Canasul (Congresso de Tecnologia na Cadeia Produtiva da Cana-de-Açúcar em Mato Grosso do Sul), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, o investimento superior a R$ 5 milhões feito pelo Sistema Indústria, por meio do Sesi, Senai e IEL, como apoio à produção do setor sucroenergético. “Promovemos um conjunto de ações, que totalizaram investimentos que ultrapassam R$ 5 milhões para um total de 8.100 trabalhadores atendidos e qualificados em 17 empresas, entre usinas e grupos corporativos”, disse.
Sérgio Longen reforça que o setor sucroenegético é hoje uma das bases da atividade industrial do Estado, consolidando-se como força da matriz econômica, com a geração de um grande volume de empregos e divisas. “Já temos em operação 22 usinas que empregam 30 mil trabalhadores. Outras três estão em construção e a projeção para a safra 2010/2011 para produção de cana moída é de 38 milhões de toneladas, a de açúcar é de 1,5 milhão de toneladas e a de álcool é de 1,9 bilhão de litros”, enumerou, completando que para atender esse demanda o Senai mantém uma agência de formação profissional no município de Deodápolis, em parceria com a ETH Bionergia e a Prefeitura Municipal.
Além disso, completa o presidente da Fiems, o Senai de Dourados também foi modernizado, com reformas, ampliações e compra de equipamentos. “Destacamos, também, a entrada em funcionamento, ainda este ano, de uma microdestilaria em escala didática na unidade douradense. Trata-se de uma usina em tamanho reduzido, com todos os seus setores, para que o aluno possa aprender inserido no ambiente real do processo produtivo. Este equipamento foi atração no estande do Senai durante a Expo-MS Industrial”, disse, reforçando que já está em atividade a unidade móvel da Prumo Alimentos, que é um laboratório micro-biológico para realizar análises físico-químicas diretamente nas empresas, emitindo os respectivos laudos.
No âmbito do Sesi, Longen pontua que está sendo executado o Programa Indústria Saudável, que consiste em traçar um perfil do estilo de vida dos trabalhadores e após as entrevistas individuais, emitir os diagnósticos para, na sequência, definir as ações que serão executadas dentro das usinas. “Também estamos trazendo para o setor o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores), já executado pelo IEL junto a outros segmentos, para ampliar o numero de empresas aptas a atender as usinas”, informou, acrescentando que esses serviços do Sistema Fiems estão detalhados no estande do Senai montado no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco para a Feira de Negócios do Setor de Energia (Feicana/Feibio), que começa nesta terça-feira (17/08).
O presidente da Famasul, Eduardo Ridel, reforçou que Mato Grosso do Sul já é um Estado protagonista na produção da cana-de-açúcar no Brasil, respondendo a contento a grande demanda. “O Canasul servirá para debater os desafios do setor, que no Estado já está consolidado e em franca expansão. O sucesso dessa cadeia passa pela boa interlocução dos protagonistas, que são os produtores rurais e os industriais”, discursou.
Já o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, afirmou que o Canasul traduz o bom momento do setor no Estado, permitindo o diálogo com a sociedade em geral. “A cada ano que passa, nós estamos conseguindo atingir o desenvolvimento de forma sustentável graças à integração dos segmentos fundamentais do setor sucroalcooleiro – produtores, empresários, técnicos, acadêmicos e fornecedores”, disse.
Para a secretária estadual de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, o Canasul representa a interação entre o produtor e a indústria. “Hoje, presenciamos o crescimento e solidificação do setor, que não pára de se modernizar e se tecnificar cada vez mais. Por isso, já enfrentamos barreiras comerciais, pois o Brasil começa a incomodar o resto do mundo por produzir um combustível verde. Precisamos fazer com que o mundo compre e passe a utilizar o nosso etanol como uma alternativa limpar ao petróleo”, destacou.
