Aberta na tarde de ontem (18) a exposição “Caminhos da Fronteira – Artesanato de Aral Moreira e Ponta Porã”, na Casa do Artesão de Campo Grande. O evento integra o projeto “Exposições Temporárias 2010” da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e permanece aberto ao público até o dia 20 de setembro.

Casa do Artesão de Campo Grande
A solenidade de abertura contou com a presença de Neusa Arashiro, diretora-presidente da Fundação de Cultura; Arlene Vilela, gerente de Artesanato da Fundação de Cultura; Sueli Valota, secretária de Promoção Social de Aral Moreira; Jucilei Inácio Martins, diretor de Cultura de Ponta Porã; Beatriz Soares, presidente da Associação de Artesãos de Mato Grosso do Sul (Artems); e Indiana Marques, presidente da Proarte.
A diretora-presidente da Fundação de Cultura, Neusa Arashiro, afirma que o público que for à Casa do Artesão vai se surpreender, já que o artesanato da região tem diferenciais: “Os dois municípios estão na faixa de fronteira e têm enorme potencial para o artesanato, seja pela influência do Paraguai e também pela grande oferta de matéria-prima pelo rico meio ambiente”.
Para o diretor de cultura de Ponta Porã, a exposição é uma experiência única para os artesãos da cidade: “O trabalho dos nossos artesãos, que tem o nhanduti como carro-chefe, está sendo muito bem aceito e reconhecido em todo o Brasil. Tem crescido muito a demanda, temos enviado produtos para feiras em outros estados e não sobra nenhuma peça.”
Beatriz Soares presidente da Associação de Artesãos de Mato Grosso do Sul (Artems) se disse maravilhada com a qualidade dos trabalhos apresentados ali: “Não está devendo em nada artesanato de qualquer outro estado brasileiro. É belíssimo!”
O artesanato de Aral Moreira é idealizado a partir de fibras naturais, comuns no meio rural e adquiridas gratuitamente. Em 2009, a FCMS promoveu no município oficinas de artesanato com palha de milho, que teve como público-alvo os usuários da Assistência Social. A cestaria é a arte de trançar fibras produzidas por certos vegetais que apresentam uma série de características ligadas à textura das fibras utilizadas. As palhas de bananeira, milho, e taboa são materiais macios, flexíveis, leves e bastante resistentes, ou seja, ideais para o trabalho de cestaria. No núcleo artesanal de Aral Moreira, a palha de milho é empregada na confecção de bolsas, utensílios, móveis e objetos decorativos. São realizados também trabalhos de patchwork no Clube das Mães do distrito de Vila Marques, que funciona desde 1989.
O Núcleo de Artesanato “Arte de Ponta” é voltado à recuperação, valorização e sustentabilidade do artesanato em Ponta Porã. Ele valoriza a cultura fronteiriça, e oferece uma nova opção de renda aos cidadãos ao resgatar técnicas regionais de tecelagem, bordado nhanduti e cestaria. Teve seu primeiro passo rumo a profissionalização através de um processo de seleção para encontrar os melhores trabalhos. O grupo já contabiliza em seus quatro anos de existência a formação de 240 artesãos e participações em feiras locais, regionais e nacionais.
A Casa do Artesão, unidade da FCMS, fica aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 18 horas e aos sábados das 8h às 12h, na rua Calógeras, 2050, centro, esquina com avenida Afonso Pena. Mais informações na Gerência de Desenvolvimento de Atividades Artesanais da FCMS, nos telefones 3316-9107 ou 3316-9152, ou na Casa do Artesão de Campo Grande no telefone 3383-2633.
