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Incidência de trotes para o 190 e 193 diminuem na Capital

por Redacao
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As tentativas de trote para o serviço de emergência da Polícia Militar (190) e do Corpo de Bombeiros (193) tiveram diminuição no início deste ano em relação ao mesmo período de 2009. O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que faz atendimento das chamadas de emergência para os números 190 e 193, recebeu de janeiro a maio deste ano 11 262 chamadas falsas, o que representa 12 % do total de ligações recebidas. No último ano o percentual chegou a cerca de 15%.

Para o chefe da Sessão de Estatística do Ciops, capitão Danilo Santos Moreira Leite, a queda na incidência de trote pode ser atribuída ao trabalho de orientação do órgão e ao apoio dos órgãos de imprensa na divulgação sobre o assunto.

Segundo Danilo a maioria das chamadas é feita por crianças em momentos do dia bem definidos, das 12 às 13h e das 17 às 18h, que coincidem com o horário de saída das escolas. As chamadas são originadas de telefones públicos ou residências. Quando a ligação parte de um aparelho residencial é mais fácil detectar se é verdadeira ou não, pois “o atendente retorna o contato e fala com os pais”, explica Santos, mas “nem todas as chamas feitas por crianças são falsas”, ressalta.

Ao receber a chamada o atendente tenta identificar por meio de perguntas se o relato é verdadeiro. Nos casos de trote a pessoa cai em contradição. Os profissionais que trabalham no serviço de emergência realizam treinamento especial para aprender a detectar indícios de falsos relatos nas ligações. Os trotes consumados, em que o interlocutor consegue convencer o atendente de que a situação é real, corresponde a 0,2% das ocorrências atendidas e na maioria das vezes a chamada é feita por um adulto.

Para os crimes de perturbação do serviço telefônico e falsa comunicação a legislação prevê  penalidade de um mês a três anos de prisão ou multa.

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