Prefeito afirma que decretos serão mantidos em Campo Grande

O prefeito de Campo Grande Marcos Trad (PSD) usou as redes sociais, ainda na noite de terça-feira (24) para afirmar que todos os decretos publicados devido a pandemia de Covid-19, o novo coronavírus, seriam mantidos, mesmo após pronunciamento, em rede nacional de rádio e televisão, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Marquinhos Trad, acompanhado do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho – Foto: Divulgação

“A ciência já comprovou que a COVID-19 é grave e mata. Entre possíveis perdas econômicas e a vida de muita gente, Campo Grande abraça as pessoas e a vida. Vamos superar isso juntos, recuperar os prejuízos para vencer novamente com muito trabalho e fé! Vou manter todos os decretos e continuar cuidando das famílias campo-grandenses”, declarou o prefeito em seu Facebook.

A publicação foi feita após o presidente da República dizer que algumas medidas tomadas por prefeitos e governadores do Brasil foram exageradas. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que um grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, declarou Bolsonaro.

Em Campo Grande, desde a semana passada, Prefeitura e Governo do Estado tem tomado medidas para conter o avanço da doença. Mato Grosso do Sul já tem 24 casos confirmados da doença, sendo 22 em Campo Grande, um em Sidrolândia e um em Ponta Porã.

Desde quarta-feira passada as aulas na Rede Municipal de Educação (Reme) estão suspensas e no Estado a medida começou a valer nesta segunda-feira. A Capital também decretou o fechamento de todos os comércios não essenciais, interrompeu o transporte público e implantou toque de recolher das 22h até as 5h. Medidas tomadas para manter as pessoas em casa, em isolamento social.

Já o Estado decretou calamidade pública, devido à doença, para que seja possível compra equipamentos, medicamentos e contratar pessoal sem respeitar o teto de gastos. Com informações do Correio do Estado

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