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Pedro Kemp repercute prisão de acusados de mandar matar vereadora Marielle Franco

por Redacao
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Deputado Pedro Kemp: “É importante salientar que as prisões ocorreram, porque houve a federalização das investigações” – Foto: Divulgação

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) fez uso da tribuna na sessão ordinária desta terça-feira (26), para repercutir a prisão dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. Para o parlamentar, com o encerramento da investigação ficou evidente a necessidade de combater a infiltração do crime organizado no Poder Público.

Foram presos o atual conselheiro do Tribunal de Conta do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa. “Domingo assistimos pelos noticiários, as prisões dos três mandantes da morte de Anderson Gomes e Marielle Franco. Há 2200 dias o mundo inteiro esperava por isso, pois os assassinatos repercutiram em vários lugares, como, Paris, Inglaterra e Estados Unidos”, disse.

Kemp destacou a trajetória de Marielle, dedicada à defesa de minorias e de grupos socialmente oprimidos. “Ela se tornou símbolo da luta das mulheres negras, pobres e LGBT. Calaram sua voz, pois estava lutando contra o crime organizado em parcerias com setores do Poder Público. A revelação dos mandantes nos dá um alento que ainda é possível acreditar na justiça brasileira”, destacou.

A participação do delegado indicado para investigar os assassinatos revelou, segundo Kemp, a influência que as milícias tem nas polícias Militar e Civil. “Muitos crimes não são elucidados, pois há policiais envolvidos. É importante salientar que as prisões ocorreram, porque houve a federalização das investigações”.

Ao final do discurso, Pedro Kemp pediu que seja apurado o fato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passar duas noites na embaixada da Hungria, em Brasília, no mês de fevereiro deste ano, após a Polícia Federal apreender seu passaporte. As imagens de câmeras de segurança da missão diplomática foram reveladas pelo jornal The New York Times.

“O que esse fato revela? Ele precisa responder para a justiça brasileira daquilo que ele fez no cargo de Presidente da República. Sabemos que há uma série de acusações contra eles, por exemplo, de tentar vender joias da União e ter planejado um golpe depois das eleições que consagraram a vitória do presidente Lula”, afirmou.

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