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Carvoarias do MS desrespeitam leis trabalhistas e o meio ambiente

por Redacao
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O presidente do Sindicato dos Carvoeiros do Mato Grosso do Sul, Marcos Vinicio Marin, se reuniu no começo do mês com uma equipe da Ecoa para buscar ações conjuntas em relação às carvoarias no Pantanal, problema que afeta não só a biodiversidade da região, mas também a vida das pessoas que trabalham neste segmento.

Marin relatou que após a crise financeira mundial e a venda da siderúrgica da MMX para a Vetorial, no pólo siderúrgico de Corumbá – MS, todo o trabalho de diálogo que vinha sendo feito entre siderúrgicas e carvoeiros foi esquecido, dando inicio a uma série de discussões. O presidente do sindicato disse ainda que, muitos carvoeiros ainda hoje, trabalham em condições subumanas, sem registro e sem nenhuma segurança, e que as empresas continuam se alimentando de carvão feito a base de árvores nativas, devastando a região, o que contribui para o desaparecimento do Pantanal. 

Muito desses carvões são adquiridos no Paraguai, o que explica a degradação da região do Chaco. O carvão ilegal, além de degradar o meio ambiente, coloca em risco à saúde e a vida dos carvoeiros que trabalham nessas condições, por isso o Sindicato busca por um diálogo com as empresas, melhorando assim a forma de trabalho e buscando soluções para o extrativismo do carvão, sem prejudicar a natureza.

Segundo André Siqueira, Diretor de Políticas Públicas da Ecoa a proposta feita pelo presidente da Associação dos Carvoeiros do MS, é que seja organizada uma mesa de diálogos, entre as siderúrgicas do Estado e os carvoeiros, para buscarem ações conjuntas e firmarem acordos benéficos para ambas as partes. A partir daí ficou acordado que, a Ecoa irá analisar os dados apresentados por Marcos Vinicio Marin, para então definir estratégias e ações de trabalhos.

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