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Artesão campo-grandense se destaca no Pavilhão das Artes em Bonito

por Redacao
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O estande “Mãos que criam” é o endereço do senhor Elpídio Alves de Freitas no 11º Festival de Inverno de Bonito. É no Pavilhão das Artes que ele passa o dia apresentando a sua, que transforma a madeira em peça de arte através do entalhamento. “Acho que é um dom que eu tenho, nunca fiz curso e gosto de ser criativo em tudo que é feito de madeira”, diz Elpídio, de 67 anos.

A produção artesanal de diversos segmentos pode ser apreciada no Pavilhão das Artes do festival, mas é pelas mãos do senhor Elpídio que o visitante tem a oportunidade de ver a arte em processo de criação. Com a marreta e a picareta nas mãos, ele esculpe imagens que vêm da inspiração e mostram detalhes que retratam a vida dos sul-mato-grossenses.

 “Desde pequeno, em Campo Grande, eu fazia lápis e cabeças de santo em troncos de árvores. Usava uma lâmina de gilete e um machado para entalhar, só depois um tio me presenteou com um canivete”, lembra o artesão.

Elpídio, porém, não seguiu a carreira de artesão e, logo após dar baixa no quartel, foi para São Paulo trabalhar de garçom. “Trabalhava de garçom e fui fazer um ‘bico’ em Embu das Artes, onde eu conheci um homem que fazia este trabalho em madeira. ‘Consigo fazer isso também’, pensei. Aquele homem depois se tornou um grande amigo meu e comecei a trabalhar com ele, ajudando, fazendo o acabamento nas peças…”, conta.

Assim Elpídio aprimorou sua arte e voltou para Campo Grande para trabalhar como artesão. “Essa coisa vem em mim. É bem isso mesmo que está escrito ali na placa: ‘Mãos que criam’, é isso que eu gosto de fazer, ser criativo”, diz.

A criatividade lhe dá o prazer de trabalhar apenas com a própria inspiração. “Não gosto de trabalhar, produzir sob encomenda. Quem gosta do que eu crio é que compra as minhas peças”, salienta. “É muito bom mostrar o próprio trabalho e ser reconhecido pelo talento. Gosto muito de participar do festival porque é uma forma de estar perto de toda a arte que tem”, ressalta.

O artista campo-grandense expõe também na Casa do Artesão e tem seu espaço na Feira Central.

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