Gostos e texturas em primeira noite do Sabores do Cerrado no “Campão Cultural”

A versão da panacota criada pelo chef Lucas Caslu, paulistano que chama Campo Grande de lar, é no mínimo inusitada. A sobremesa leva mocotó e é finalizada com um creme que mistura café, cacau e creme de leite. Um toque de flor de sal e laranja kinkan finalizam o prato – ou no caso, a colher. Foi com esse encontro de texturas e gostos que o chef encerrou a degustação da primeira noite do Sabores do Cerrado, oficina gastronômica que faz parte da programação do “Campão Cultural – I Festival de Arte, Diversidade e Cidadania”.

O encontro foi no Clube Gourmet do Shopping Campo Grande – Foto: André Patroni

O encontro, que durou cerca de duas horas, aconteceu no Clube Gourmet do Shopping Campo Grande. Nelas, o público pôde experimentar um mix de sabores criados a partir da mistura de ingredientes como pacu, tilápia, baru, curry, entre outros. “No fundo, tudo que eu trouxe se baseia na simplicidade e no jeito de fazer. Gastronomia para mim tem a ver com isso”, argumenta Caslu.

Culinária e cultura caminham juntas sempre na visão do chef, que afirma que “você pode conhecer um povo por sua gastronomia”. Ele lembra que Mato Grosso do Sul, um estado relativamente novo, reúne influências diversas na construção da sua gastronomia. “Paraguaios, indígenas, libaneses, japoneses, mineiros, paulistas, entre outros, trouxeram seus sabores e enriqueceram a nossa gastronomia. Ainda temos os sabores do cerrado, do Pantanal, tudo isso contribui muito”, explica.

Quem assistiu à oficina, além de se divertir, teve oportunidade de provar sabores novos que escapam do comum. Para a professora Regina Cafaro, a experiência foi enriquecedora. “Se aproximar do que a gente tem aqui na nossa região fez muita diferença. Um doce simples como o mocotó se transformou em uma sobremesa sofisticada, que eu nunca imaginaria. Foi espetacular”, argumenta.

O Pannacotó, nome dado por Caslu ao doce, foi uma surpresa para todos. Mas, além dele, os outros pratos da noite também surpreenderam. O Ceviche do Bem equilibrou acidez e picância na medida certa e abriu os trabalhos. Em seguida, um pacu bem frito com um creme de baru e curry trouxe dulçor à complexidade do tempero indiano. E essa foi apenas a primeira noite. “Sabores do Cerrado” acontece de segunda a quarta-feira, nessa e na próxima semana dentro da programação do “Campão Cultural.

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