Bolsonaro compartilha fala de presidente do TJMS condenando o “fique em casa”

Principal critico a forma como a imprensa cobre a pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encontrou eco na voz de Carlos Eduardo Contar, conduzido ao comando do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Ele publicou no Twitter, na manhã desta segunda-feira, na íntegra, o discurso proferido por Contar, na última sexta-feira, em evento realizado para centenas de convidados, no Palácio Popular da Cultura, em Campo Grande.

O link para o texto foi publicado acompanhado de um vídeo com trecho da fala, em que o presidente do Tribunal, defende a volta ao trabalhos para por “fim a esquizofrenia e a palhaçada midiática fúnebre horando nossos salários e nossas obrigações”.

No dia da posse, o novo presidente defendeu a volta ao trabalho e chamou quem prega o isolamento de “picareta”. “Deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor, desprezemos, pois, o irresponsável, o covarde e picareta da ocasião que afirma ‘fiquem em casa’”.

Na posse do novo presidente reuniu centenas de pessoas em plena pandemia, no Palácio da Cultura, em Campo Grande – Foto: Reprodução

Até a manhã de hoje, a publicação tinha 7,3 mil curtidas e 2 mil compartilhamentos. Como novo chefe do Judiciário, o tom do presidente demonstra a linha adotada a partir de agora. Segundo ele, o Poder Judiciário sul-mato-grossense. “não se perderá na pobreza espiritual de poucos”

A realização do evento para posse foi alvo de críticas do Campo Grande News pela quantidade de convidados, quando a principal recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) é evitar aglomerações.

Só no palco eram 34 pessoas, além de mais 250 convidados na plateia. Eram pelo menos 300 no mesmo espaço, considerado também os trabalhadores que deram suporte à festa. Havia, por exemplo, uma banda de música de militares do Exército, com pelo menos duas dezenas de integrantes.

Revoltado com a cobertura, durante a posse ele também atacou a imprensa.

Chamou a mídia de “corrompida e partidária” e convocou os colegas a combaterem a  “histeria coletiva, a mentira global, a exploração política, o louvor ao morticínio, a inadmissível violação dos direitos e garantias individuais”.

No texto ele admite que poderia trazer palavras sábias de grandes “pensadores, políticos e estudiosos do Direito”, mas preferiu falar de religião e evocar o  Sermão da Montanha, na voz de Cristo: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim”

Contar defendeu até o chamado kit covid, e reclamou de especialistas que condenam o uso e fazem “combate leviano e indiscriminado a medicamentos que – se não curam, e isto jamais fora dito – podem, simplesmente no campo da possibilidade, ajudar na prevenção ou diminuição do contágio, mesmo não sendo solução perfeita e acabada”.

Vale lembrar que a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Associação Médica Brasileira afirmam ter evidências científicas de efeitos colaterais graves após o uso desses medicamentos e garantem que  nenhuma dessas medicações têm eficácia na prevenção ou no tratamento precoce para a Covid-19. Com informações do campo Grande News

 

 

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