MS tem segunda pior taxa de isolamento do País

Apesar do apelo das autoridades e especialistas em saúde para que a população fique em casa e Mato Grosso do Sul já contabilizar duas mortes pelo Covi-19, o estado ocupa o segundo lugar no ranking dos estados brasileiros com pior taxa de isolamento.

Com média de 48,20% da taxa de isolamento registrada nesta segunda-feira (6.4), o estado perde apenas para Tocantins com taxa de 46,70%. Diante das estatísticas que apontam para um possível pico da pandemia em MS que pode sobrecarregar o sistema de saúde, o governador Reinaldo Azambuja reforça a gravidade da situação e pede que a sociedade tenha atitudes conscientes e responsáveis nesse momento de crise mundial.

“O pico da infestação no Brasil está previsto para abril e maio. Quanto mais ficarmos restritos ao ambiente familiar, quanto mais tivermos as precauções, menos pessoas serão contaminadas. Manter a vigilância, manter o isolamento é essencial para que possamos ultrapassar esse momento mais crítico. E o mais importante, dando suporte aquelas pessoas que necessitam da internação na rede pública estadual em todas as regiões do estado”, destaca.

O monitoramento por geolocalização coloca Campo Grande como a 36° cidade do estado no ranking, com 47,90% da taxa de isolamento nesta segunda-feira (6.4). No comparativo com o mesmo dia de semanas anteriores, o isolamento foi o menor de todos. A segunda-feira (30.3) registrou taxa de isolamento de 49%, enquanto a segunda (23.3) foi de 55%.

O comportamento tem sido o mesmo na maior parte dos municípios, ficando a maioria abaixo dos 60% de distanciamento social. Os piores municípios do ranking são Santa Rita do Pardo com 36,50% e Jardim com 39,70%. A melhor taxa se mantem com Bela Vista com 73,10%, seguido de Coronel Sapucaia com 67,40%.

O monitoramento

A ferramenta será utilizada de maneira interna e estratégica pelo Governo do Estado para direcionar ações de enfrentamento ao Coronavírus nos municípios e regiões com menos adesão ao isolamento.

startup disponibilizado pela In Loco, permite que o governo mapeie a movimentação de pessoas dentro de regiões específicas, e identifique as localidades que estão cumprindo ou não os protocolos de distanciamento social. Os dados são cruzados com os dados da SES de casos notificados, suspeitos e confirmados, e irão contribuir para a tomada de decisões.

A tecnologia foi desenvolvida para respeitar a privacidade das pessoas. Isso significa que a empresa não consegue identificar diretamente os usuários dos smartphones mapeados. “A única informação coletada é a localidade do aparelho, por meio de sensores presentes nos smartphones, como Wi-Fi, Bluetooth, GPS, entre outros. Portanto, não temos acesso aos dados de identificação civil como nome, RG, CPF e endereço de e-mail, por exemplo”, explica o CEO da In Loco, André Ferraz.

O projeto direcionado ao combate do coronavírus, respeita não apenas a privacidade dos indivíduos, mas todos os aspectos legais previstos na Constituição Federal, Marco Civil da Internet, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil e se enquadra na Lei Geral de Proteção de Dados que entrará em vigor em agosto de 2020.

 

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