Amec lança campanha contra “desafio quebra crânio”

A brincadeira perigosa proposta pelo “desafio da rasteira” ou “desafio quebra crânio” não deve ser feita de forma alguma, de acordo com orientação de diversos neurologistas . A Escola Amec, do município Miranda, foi a primeira a lançar campanha contra a “brincadeira” perigosa e que pode ser fatal, como alertam alguns especialistas.

A  pegadinha consiste em três pessoas lado a lado, o passo seguinte é uma pessoa pular de cada vez. Quando quem está no meio está no ar, recebe uma rasteira dupla, e acaba indo ao chão . Especialistas alertam que o tombo pode ser fatal ou levar a sequelas por toda a vida.

‘Desafio quebra-crânios’ viraliza entre crianças e pode levar à morte – Foto: Reprodução

Os movimentos vem se popularizando na internet e começaram a ser reproduzidos por crianças e adolescentes em escolas. Uma adolescente de 16 anos morreu na última segunda-feira (11) em Mossoró, no Rio Grande do Norte, depois de bater a cabeça no chão ao cair durante a brincadeira na escola.

“Entre as complicações envolvendo a brincadeira a gente pode pensar, por exemplo, além do traumatismo cranioencefálico, lesões de coluna, que a gente chama de traumatismo raque medular, e fraturas de ossos longos”, alertam especialistas.

Segundo a Presidente da Associação Mirandense de Educação e Cultura da Escola Amec, Maura Freire Siufi , além da campanha nas escolas, da orientação às crianças e adolescentes  ela destacou a importância dos pais alertarem as crianças e adolescentes para os perigos que a brincadeira oferece. “A informação e conscientização são o caminho para evitar tragédias. Já temos muitos problemas a serem enfrentados no dia a dia. È inadmissível que irresponsáveis se utilizem das mídias sócias para propagar “brincadeiras” que podem causar lesões graves e até a morte, como já aconteceu no Rio Grande do Norte recentemente”

Repercussão Nacional

Após repercussão de vídeos com o desafio, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou nota em que faz um alerta. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, afirma a entidade em trecho da nota.

No fim, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia ainda acrescenta que pessoas que fizerem esse tipo de brincadeira podem responder como crime. “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, diz o texto.

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