MARCO abre 1ª Temporada de Exposições 2019 nesta quarta-feira na Capital

Desrespeito ao meio ambiente, objetificação da mulher, esculturas e paisagens são os temas abordados na Primeira Temporada de Exposições do MARCO (Museu de Arte Contemporânea) 2019, unidade da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul).

A abertura será na próxima quarta-feira (17), às 19h30, com entrada franca, e contará com apresentação da cantora Evelyn Lechuga, acompanhada pelos músicos Rafael Bendo e Marcos Assunção.

A exposição “Espectro”, da artista mineira Alessandra Cunha (Ropre), aborda por meio de pinturas e imagens, fases da destruição da natureza e do ser humano, além de uma porção de códigos e elementos usados, politicamente, para camuflar e facilitar a destruição de sociedades e meio ambiente.

Ropre é formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Uberlândia (MG) e já participou de cerca de 120 exposições coletivas e individuais no Brasil e em diversos países, como Índia, Romênia, Estados Unidos, Espanha e Canadá.

Entre os prêmios que conquistou, destacam-se as medalhas de ouro no XXXV e XXXVI salões de Artes Plásticas Waldemar Belisário, em Ilhabela (SP).

Quanto à exposição “O problema sem nome” com classificação indicativa de 14 anos do artista Gabriel Quartin, problematiza e incita o debate sobre a objetificação do ser humano, focando nas mulheres por meio do design e da fotografia.

As obras apresentam situações cotidianas do machismo ainda muito presente na sociedade de forma poética e artística.

Gabriel Quartin começou em 2013 a levar a Fotografia mais a sério, e foi um dos motivos que o fizeram optar pela graduação em Design. No ano seguinte, o Instagram o reconheceu como “usuário sugerido”, espécie de “cota exemplo” para a comunidade. No mercado, atuou como Designer Gráfico, editor de vídeo e com Marketing Digital, além da própria fotografia. Atualmente é diretor de arte  em uma agência de publicidade.

A exposição “A Revolta da Escultura” do artista Aldo Torres vem para propiciar um debate político na sala preta do museu, por entender que a arte contemporânea não vem para agradar, mas para provocar. Suas esculturas abordam críticas ao governo e situações do cotidiano.

Aldo Torres é formado em Artes Visuais pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e participou de diversas exposições na capital, tanto individuais quanto coletivas.

“Paisagem” é a exposição do artista plástico Wagner Thomaz. Ela apresenta fotografias de paisagens locais, que trazem na sua configuração a simplificação de elementos em prol do ajuste de cor, evidenciando os contrastes que reafirmam a dramaticidade das cenas representadas.

Wagner Thomaz é arquiteto e bacharel em Artes Plásticas pela  Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Já realizou diversas exposições individuais e coletivas no Estado, além de Mato Grosso e Goiás.

Serviço: A Primeira Temporada de Exposições do Museu de Arte Contemporânea fica aberta ao público de 18 de julho a primeiro de setembro de 2019, sempre com entrada franca.

O Marco fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas. As visitações podem ser feitas de terça a sexta, das 7h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados das 14h às 18h.

Para mais informações e agendamento com escolas para realização de visitas mediadas com as arte educadoras do Programa Educativo, basta ligar no telefone (67) 3326-7449.

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