Serra da Bodoquena pode virar Zoneamento Ecológico Econômico, diz bióloga

No mundo da escuridão, também há vida. A frase, da bióloga Lívia Medeiros Cordeiro, apresenta-se como alerta para a situação dos rios subterrâneos da Serra de Bodoquena, que engloba os municípios de Bodoquena, Jardim, Porto Murtinho e Bonito.

Lívia, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia e voluntária do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, participou de reunião com o presidente da Casa de Leis, Paulo Corrêa (PSDB), na no dia 27 de abril. Como um dos encaminhamentos do encontro, o parlamentar irá apresentar proposta de estabelecer, na região da Serra da Bodoquena, um Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE).

Para preservar os rios subterrâneos da Serra de Bodoquena que engloba os municípios de Bonito Bodoquena, Jardim e Porto Murtinho será apresentado um projeto na Assembléia criando a ZEE – Foto: Reprodução

O Deputado acrescentou que, a partir da reunião, é possível discutir, inclusive, a criação de uma equipe de  espeleólogos para catalogar cavernas da região e a instalação de um museu com fauna e flora dos rios subterrâneos. Além disso, a Casa de Leis poderá sediar audiência para discutir o assunto.

Para Lívia, que tem doutorado pela USP em Zoologia e é especialista em Espeleobiologia (ramo da Biologia, que estuda a fauna em ambientes subterrâneos), a ZEE é uma alternativa acertada para a região. “Com isso, vamos poder delimitar as áreas mais frágeis da Serra de Bodoquena, selecionar atividades e locais onde as práticas são adequadas e orientar melhor os proprietários da região”, enumerou. “O caminho é esse para a gente poder conviver com as peculiaridades da Serra da Bodoquena e atividades econômicas, realizadas de modo sustentável”, avaliou.

A bióloga, falou, de um ambiente pouco conhecido, mas que, mesmo assim, sofre com a poluição. “Lá, o lixo está chegando antes que a gente”, disse. Ela explica que os resíduos, descartados incorretamente na região, são levados pela chuva a esses locais subterrâneos.

Além disso, poluentes depositados na superfície também chegam ao subsolo. “Como se trata, neste caso, de um sistema de fraturas e condutos, os contaminantes lançados no solo vão rapidamente para o lençol freático. É como se a gente tivesse um lençol freático com quase zero de capacidade de filtração do que vem de cima”, explicou. Com Informações do SBE e Bonito Noticias

Mais informações: http://www.cavernas.org.br/sbenoticias.asp

 

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