SISTA-MS repudia ação truculenta e discriminatória de PMs em Corumbá

O SISTA/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Institutos Federais de Ensino de MS) repudia a ação truculenta, discriminatória e isenta de qualquer vestígio de respeito à democracia que dá direito à livre manifestação pública, empregada pela Polícia Militar de Corumbá durante manifestação pública na manhã de ontem, dia da Greve Nacional da Educação (desencadeada nos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal), contra o técnico em Assistência Pedagógica, Alexandre Silva, servidor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) que foi detido, provavelmente pelo simples fato de estar com camiseta vermelha do seu sindicato (Sinasefe).

Participantes da manifestação afirmaram que houve abuso de autoridade por parte dos policiais militares – Foto: Reprodução/Anderson Gallo / Diário Corumbaense

De acordo com informações de testemunhas e publicadas na imprensa local, Alexandre Silva não estava fazendo nada diferente dos demais, centenas de manifestantes em via pública, entoando coro de protesto aos cortes de recursos das universidades, quando foi abordado por PMs que o acusaram de “atrapalhar o trânsito e provocando distúrbio no local”, conforme relato de testemunhas e matéria publicada no site de notícias Correio da Manhã, daquela cidade.

Esses policiais militares, pelo visto, desconhecem o direito democrático de todo cidadão brasileiro, da livre manifestação pública. Um desrespeito à democracia. Vale ressaltar que o movimento em Corumbá estava ocorrendo de maneira pacífica e continuou assim mesmo depois da prisão injusta do servidor.

Diante desse abuso contra o servidor do IFMS que estava em meio a centenas de outros servidores, professores, acadêmicos e outros trabalhadores solidários ao movimento de protesto contra o descaso do Governo com a Educação no Brasil, o SISTA/MS não poderia deixar passar esse episódio em vão, sem registrar de público o seu repúdio contra esses policiais despreparados dentro da corporação para dar segurança à comunidade, respeitando o direito de livre manifestação pública, amparada pela Constituição Federal.

A direção do Sinasefe/Corumbá informou que já acionou sua Assessoria Jurídica para tomar as devidas providências sobre o caso.

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