Curso de libras atende mais de 500 profissionais em Campo Grande

As aulas do curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) oferecido pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) foram retomadas na segunda-feira (11) no Centro de Formação da secretaria. Ao todo, 525 profissionais das mais diversas áreas estão distribuídos nos módulos que variam do básico até a formação para tradutor e intérprete.

O curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) oferecido pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) – Foto: Divulgação

De acordo com a chefe da Divisão de Educação Especial, Lizabete Coutinho, o curso ganhou novidades na edição de 2019. Para dar mais oportunidades a quem deseja realizar a formação, será aberto um segun do período de inscrições no final de julho para novas turmas cursarem as aulas no segundo semestre.

Além dessa novidade, as aulas desse primeiro semestre também ocorrem no período vespertino e não apenas no noturno. “Fizemos essas mudanças para contemplar mais pessoas e facilitar a vida de quem não pode estudar à noite”, explicou Lizabete. Ela acredita que a sociedade está se conscientizando a cada dia mais sobre a importância da inclusão social, por isso há um interesse crescente em realizar o curso não apenas para trabalhar com os alunos surdos, mas também para interagir com amigos e membros da família que tenham surdez.

Na Rede Municipal de Educação, por exemplo, o ano letivo começou já com 105 alunos com surdez e que são atendidos pelos profissionais que atuam na Divisão de Educação Especial, que organiza o curso. A proposta vai além de promover o aprendizado da Libras, mas também de estimular os participantes a ter uma visão mais ampla da realidade enfrentada pela pessoa com surdez na sociedade.

São abordados temas como legislação da língua de sinais, cultura do surdo (como se portar diante da pessoa com deficiência), a partilha da conversa (sempre estar incluindo na conversa), alfabeto, números, família, cores, alimentos e cumprimentos.

A aluna Rosane  Aparecida Matos e Silva decidiu se inscrever para se comunicar melhor com o marido e a cunhada, que são surdos. Ela conta que sempre teve o desejo de participar da formação, mas acabava deixando em segundo plano. “Eu nunca tive dificuldade de me comunicar com meu marido, mas acho importante aprender porque a comunicação fica mais fácil”, disse.

Ela acredita que será um desafio, mas aposta no auxílio do marido para tornar o objetivo mais fácil. Na opinião da aluna, a sociedade tem se comportado de maneira mais aberta quando o tema é inclusão. “É fundamental esse aprendizado tanto para quem faz o curso quanto para quem tem a surdez, porque a pessoa se sente incluída e mais participativa da sociedade e não fica isolada”, finalizou.

As aulas são ministradas pelos professores Kenny Rogers Bittencourt, Gisele Rosa, Raquel de Camargo Souza e Ellen Trefzger Ballock.

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