Corregedoria afasta policiais de MS que facilitavam contrabando de cigarro

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil afastou compulsoriamente os policiais Élcio Alves Acosta e Gilvani da Silva pereira, presos durante a Operação Népsis deflagrada pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia 22 de setembro. Os dois, juntamente com outros dez policiais, dentre os quais quatro militares e seis PRFS, são investigados por facilitar o contrabando de cigarro na rota de fronteira com o Paraguai.

No total, foram efetuadas 52 prisões no âmbito de operações. – Foto: Divulgação

Segundo as portarias publicadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, pela delegada Rosely Aparecida Molina, corregedora-geral, foi determinado o recolhimento das armas, carteiras funcionais e demais pertences, bem como o bloqueio do acesso ao banco de dados por parte de Élcio, lotado na Delegacia de Bataguassu, localizada na Divisa com São Paulo, e de Gilvani, lotado na unidade de Eldorado, na fronteira.

Na Operação Nepsis, a PF e a PRF agiram em Mato Grosso do Sul e mais quatro estados, desarticulando quadrilha especializada no contrabando de cigarros. A organização investigada formou consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros paraguaios pela fronteira do Mato Grosso do Sul, a qual se estruturava em dois pilares: sistema logístico de características empresariais, com a participação de centenas de pessoas exercendo funções de “gerentes”, batedores, olheiros e motoristas e, ainda, a corrupção de policiais para participação na estrutura criminosa.

Estima-se que, em 2017, os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A todo, 52 policiais foram presos só neste ano em mato Grosso do Sul, no âmbito de operações ou mesmo de forma isolada, por ligações com o crime organizado pelo recebimento de propinas para a facilitação de passagem de ilícitos por rodovias e estradas vicinais a partir das regiões de fronteira, especialmente com o Paraguai. Com informações do Correio do Estado

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