Teatro Municipal de Campo Grande será reformado

O prefeito Marquinhos Trad, acompanhado da vice-prefeita Adriane Lopes, apresentou nesta manhã o projeto de reforma do Teatro Municipal José Octávio Guizzo, conhecido como Teatro Municipal do Paço. O investimento será possível através do repasse de emenda parlamentar do deputado federal Luiz Henrique Mandetta, no valor de R$ 700 mil, com contrapartida do município.

Construído em 1971 como anfiteatro, pelo arquiteto Cyríaco Maymone Filho, na gestão do então prefeito Antônio Mendes Canale

O teatro, que tem localização privilegiada – ao lado da Prefeitura Municipal na região central, está há 28 anos de portas fechadas para a cultura. Foi reformado algumas vezes para ações pontuais do município, mas permaneceu inoperante para sua função de origem.

Em seu discurso, durante ato no Paço Municipal, Marquinhos Trad lamentou que Campo Grande ainda é a única capital do País sem um teatro municipal, já que sem uso, o local acabou sendo esquecido tanto pelos artistas quanto pela população.

“Quando vamos a outras capitais a gente já encontra folhetos com a programação dos teatros municipais. Mas aqui isso não acontece, pois o local foi abandonado pela ausência e omissão das administrações. Eu tive o privilégio de assistir a uma peça nesse espaço, mas sei que a maioria não teve essa sorte. Mas agora isso será passado, já que vamos devolver esse espaço tão importante para a nossa população e para a classe artística que tanto sofre com a ausência de espaços públicos para suas apresentações”, ressaltou o prefeito, lembrando que além do teatro do Paço, um outro espaço importante para a cultural, o Armazém Cultural, após permanecer 4 anos fechado, também será revitalizado.

Responsável pela emenda que permitirá a reforma, o deputado Luiz Henrique Mandetta enalteceu a decisão do prefeito em destinar a emenda para devolver reativar o teatro.

“A identidade de um povo se dá pela cultura e suas tradições. Campo Grande é uma capital cosmopolita, que recebe povos vindos das mais diversas culturas e tradicionais. Mas não é por isso que não podemos ter uma identidade própria. Diante de tantos projetos apresentados para investir a emenda, Marquinhos confirmou que valoriza a cultura e abraçou esse projeto, que há alguns anos chegou a ser apresentado, mas não saiu do papel. Agora será realidade e, com o teatro funcionando novamente podemos fazer de Campo Grande a Capital cultural do Centro-Oeste. Isso é possível através de atitudes como essa da atual administração”, ponderou o parlamentar.

A secretária municipal de Cultura e Turismo, Nilde Brun, responsável pela coordenação do projeto de reforma do teatro, disse que o segmento está bastante entusiasmado com o anúncio da reativação do espaço.

“Quando tivemos a aprovação da Caixa e do Ministério da Cultura, o assunto começou a ser pauta nos grupos das redes sociais que envolvem o segmento da cultura, e a comoção foi geral. Sabemos da luta dos artistas para mostrarem o seu trabalho e ainda sobreviverem com a arte. A atual gestão tem se empenhado para contemplar o setor e as iniciativas apresentadas neste um ano e meio de administração estão demonstrando esse respeito para com esse meio”, afirmou a titular da Sectur.

Ao recordar que sua primeira apresentação em um teatro foi no Municipal, em 1983, o diretor de teatro Beto Figueiredo comemorou o anúncio desta manhã. “Dá uma dor passar aqui na frente e ver esse espaço, que já foi tão importante para a cidae, assim parado, abandonado e esquecido. Realmente estamos (falou pela classe artística) muito animados e felizes com a novidade e ansiosos para voltar a ocupar esse espaço”, celebrou o ator, que fez questão de levar um folder da estreia de sua primeira peça, há 35 anos, no Teatro Municipal.

Histórico

Construído em 1971 como anfiteatro, pelo arquiteto Cyríaco Maymone Filho, na gestão do então prefeito Antônio Mendes Canale, o local foi palco de grandes espetáculos. Sua localização é privilegiada, ao lado da Prefeitura Municipal e na principal avenida de Campo Grande, a Afonso Pena.

Embora tenha sido criado como anfiteatro, a partir de agosto de 1990, com sua reinauguração, o local recebeu o nome de Teatro José Octávio Guizzo.

Com a proposta do prefeito Marquinhos Trad, de reformar e revitalizá-lo, o Teatro, cujo o nome é em homenagem ao artista multicultural José Octávio Guizzo, será mais um espaço voltado principalmente para os artistas, onde poderão expor os seus trabalhos e florescer ainda mais a cultura e a história de Campo Grande.

“Com a reabertura, a cidade ganhará mais um espaço onde a Cultura se fará presente”, finaliza a secretária municipal de Cultura e Turismo, Nilde Brun.

A solenidade desta manhã contou com a presença do ex-prefeito Hélio Mandetta, deputado estadual Lídio Lopes, do presidente da Lienca (Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande ) Eduardo Souza Neto, além dos secretários e diretores dos órgãos e autarquias públicas municipais.

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