Bloco ‘Sandálias de Frei Mariano’ retoma tradição e abre carnaval em Corumbá

A volta do ‘Sandálias de Frei Mariano’ para a noite da quarta-feira – que antecede o carnaval – retomou a tradição do bloco de ser o primeiro a cruzar a passarela do samba corumbaense, formada pela rua Frei Mariano e avenida General Rondon. Cerca de mil foliões deixaram a concentração do bloco, na noite de ontem, 07 de fevereiro. O número se multiplicou ao longo do trajeto, ganhando adesões de torcedores que deixaram o estádio Arthur Marinho comemorando a vitória do Corumbaense na Copa do Brasil.

Todos os anos, o bloco arrasta para a passarela do samba famílias inteiras (Foto: Gisele Ribeiro/PMC)

“Ano passado tentamos inovar levando o desfile do ‘Sandálias’ para o sábado, mas o resultado não foi satisfatório. Este ano, o ‘Sandálias’ voltou para quarta-feira e está aqui a multidão. Isso confirmou que a tradição da quarta-feira, com o bloco abrindo o carnaval, tem de ser mantida”, disse Luiz Mário Cambará, diretor-presidente da Fundação da Cultura e do Patrimônio Histórico de Corumbá, Luiz Mário Cambará.

Para ele, o bloco presta uma justa homenagem ao Frei Mariano de Bagnaia. “Conta a lenda sobre a praga. Mas, na verdade, o Frei Mariano foi um herói que lutou por muitas coisas boas para Corumbá. O ‘Sandálias’ presta essa homenagem a ele, espanta o mau olhado e abençoa o carnaval corumbaense”, completou o presidente da Fundação da Cultura.

O bloco

O ‘Sandálias de Frei Mariano’ surgiu com o intuito de brincar com uma das lendas mais fortes de Corumbá. Conta a história, que Frei Mariano de Bagnaia, acusado de não pagar o relógio da igreja que construiu em 1887, vingou-se rogando uma praga contra a cidade de Corumbá e seus moradores. Expulso, ele teria enterrado suas sandálias em lugar incerto, afirmando que o município somente retomaria o desenvolvimento quando elas fossem desenterradas.

Em 2006, com base nessa história, Heloísa Urt fundou o bloco carnavalesco ‘Sandálias de Frei Mariano’. No início, era composto basicamente por servidores públicos, mas caiu nas graças do povo e vem ganhando adeptos. Todos os anos, o bloco arrasta para a passarela do samba famílias inteiras.

Sem Comentarios

2010 © Gazeta do Pantanal - Campo Grande - MS - www.gazetadopantanal.com