Bancada do PT escolhe Chinaglia para vice-presidente da Câmara

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi escolhido na terça-feira (6) para ocupar o cargo de vice-presidente da Câmara.
Em encontro fechado da bancada do partido, Chinaglia recebeu 44 votos, contra 38 do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) e um voto nulo, segundo informou o deputado Vicentinho (SP), líder da bancada.
O cargo de vice-presidente está vago desde que o deputado André Vargas (sem partido-PR) renunciou ao posto. Posteriormente, Vargas, que responde a processo no Conselho de Ética por suposto envolvimento com um doleiro preso pela Polícia Federal, se desfiliou do PT.
A indicação de Chinaglia ainda terá de ser votada pelo plenário da Câmara, mas deverá ser aprovada em razão de acordo entre PT e PMDB. Partido com a maior bancada, o PT teria direito à presidência da Casa.
Mas, pelo acordo, ficou com a presidência nos dois primeiros anos da atual legislatura (2011-2012) e o PMDB, segunda maior bancada, com a vice.
Nos dois últimos anos (2013-2014), o PMDB ficou com a presidência e o PT, com a vice. Chinaglia foi presidente da Câmara em 2007 e 2008. Atualmente, é o líder do governo na Casa.
O PT pretendia que houvesse um único candidato, de consenso, a fim de evitar divisões na bancada, mas isso não foi possível.
Após o resultado da eleição, Chinaglia disse a jornalistas que o resultado “foi dentro da previsão”, ao afirmar que “todo mundo sabia” que a votação interna da bancada do PT seria “apertada”.
“O resultado, na minha avaliação foi dentro da previsão. Todo mundo sabia que a bancada estava com a votação apertada. No meu caso, que caí de paraquedas nessa votação, eu acho que eu não tenho nada a reclamar”, afirmou.
Chinaglia afirmou que não irá acumular as funções de vice-presidente e líder do governo. Eleito vice-presidente da Câmara, pedirá à presidente Dilma Rousseff indicar outro deputado para a liderança.
“Eu vou ser substituído na liderança do governo. A presidenta, agora, vai, naturalmente, começar a pensar em nomes para indicar. Cabe a ela escolher quem irá ocupar o cargo. Eu fui escolhido, mas antes, ao ser procurado por ministros, cheguei a sugerir nomes e, obviamente, não o meu”, completou.
Questionado sobre declarações do presidente da legenda, Rui Falcão, e do líder do PT na Câmara, Vicentinho, sobre possível nome de “consenso” a ser indicado, Chinaglia afirmou que caberá a ele “o dever” de unificar a bancada do partido.
A tentativa do consenso era não haver disputa interna dentro da bancada. Mas isso não foi possível. Eu acho que é meu dever, na medida em que eu fui escolhido pela bancada, encontrar esse consenso.
Eu tenho o dever de fazer isso.  Como vice, se for eleito, meu papel será institucional e, segundo, no que couber ao PT, construir um maior diálogo possível na bancada, afirmou.
Ao ser indagado sobre como o nome dele havia sido cogitado para a eleição interna do PT, Chinaglia firmou que nesta manhã soube da desistência de alguns candidatos e que, só então, falou sobre a possibilidade de se candidatar com o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e o presidente do PT, Rui Falcão.
Eu informei o governo sobre a possibilidade porque, felizmente, não houve tanta especulação com o meu nome, mas alguma havia, mas meu nome não estava colocado.
Quando houve por parte das forças de eles retirarem a candidatura em favor de um nome, e isso aconteceu ontem à noite e eu fui informado hoje pela manhã, então hoje eu falei com o ministro Berzoini e com o presidente do PT sobre o assunto, disse Chinaglia.
Após a reunião da bancada do PT, o líder do partido na Câmara, Vicentinho, afirmou que o resultou mostrou que o partido “não tem só um cacique” e que a escolha de Chinaglia foi feita “democraticamente, respeitando a posição de cada membro da bancada.”

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