Espetáculo baseado em musicais de Chico Buarque é tributo aos 70 anos do compositor

“Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos” estreia hoje no Rio com o propósito de celebrar no palco as peças teatrais criadas pelo artista, que completa 70 anos em junho de 2014.

Malu Rodrigues (centro); música de 1985 composta com Edu Lobo. Foto: Daniel Marenco/Folhapress

Malu Rodrigues (centro); música de 1985 composta com Edu Lobo. Foto: Daniel Marenco/Folhapress

De forma discreta, Chico pretende assistir ao espetáculo, dirigido e produzido por Charles Möeller e Claudio Botelho, em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, na zona sul carioca.

Chico prefere que a plateia não saiba de sua presença, afirmam os diretores. Uma cabine no segundo pavimento, ao lado da mesa de iluminação, é o local cotado para abrigar o compositor.

De lá, deve conferir a história de uma fictícia trupe teatral que vai fazer as conexões entre canções dos quatro musicais criados por Chico (“Roda Viva”, de 1967, “Calabar”, de 1973, “Gota D’Água”, de 1975, e “Ópera do Malandro”, de 1978), além de outras feitas para outras montagens teatrais, para cinema e TV.

A rotina dos atores andarilhos é o eixo de ligação do repertório. A partir das lembranças do dono da companhia de teatro (interpretado pelo ator-diretor Claudio Botelho), as músicas são associadas aos personagens.

Segundo Möeller, Chico leu o roteiro, mas não pediu qualquer alteração. Autorizou tudo e o projeto foi executado em tempo recorde. Foram quatro meses para criar o roteiro, produzir cenários e figurinos e ensaiar o elenco.

Möeller e Botelho já assinaram outros três espetáculos baseados no repertório buarquiano: duas versões de “Ópera do Malandro” e “Suburbano Coração”. “O Chico não libera a obra dele para quase ninguém. Mas estabelecemos uma relação de confiança”, conta Möeller.

Na recente discussão sobre biografias não autorizadas, Chico saiu em defesa do direito de resguardar a privacidade do artista. Por enquanto, um musical sobre sua vida segue fora dos planos.

“Há uma febre de musicais biográficos. Escolhemos ir por um outro viés”, diz Möeller.

folhaonline

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